Você já recorreu ao YouTube para descobrir como fazer algo? Pode ter sido para uma ajuda técnica sobre como utilizar determinado programa ou aplicativo, ou até mesmo uma maquiagem diferente para um dia especial. Seja qual tenha sido o objetivo, possivelmente você tenha encontrado uma infinidade de vídeos diferentes para o mesmo assunto.

A demanda de novos conhecimentos por meio de rápidos tutoriais não apenas fez com que a oferta deste segmento aumentasse, mas criou dois novos movimentos: a Cultura Maker (criador, fazedor) e o DIY (Do it Yourself – Faça você mesmo).

A Cultura Maker, considerada uma extensão do DIY por utilizar mais recursos tecnológicos em suas criações, tem sua base na ideia de que qualquer pessoa pode construir, modificar, consertar ou fabricar qualquer objetivo com as próprias mãos, ou com uma ajudinha da tecnologia. Impressoras 3D, serras, lixas, componentes eletrônicos, juntamente com uma pitada de criatividade e força de vontade, transforma uma simples ideia em um objeto único, exclusivo, e muitas vezes, extremamente útil e revolucionário.

Além de todo o conceito técnico, um dos pilares do movimento maker é o compartilhamento de informações e tecnologia. Sempre que algo é criado, o maker, ou fazedor, compartilha prontamente, não apenas o resultado final, mas também todo o seu projeto, para que outros makers possam opinar, fazer críticas construtivas ou até mesmo copiá-lo para obter o mesmo resultado.

 

NOS ACOMODAMOS COM A FORMA QUE TRABALHAMOS HÁ ANOS, OU BUSCAMOS
NOVOS PROCESSOS QUE NOS AUXILIEM NAS ROTINAS DO DIA A DIA?

MATHEUS CAMPOS

Obviamente, isso tudo não é novidade, afinal, desde a invenção da roda, datada de 3500 a.C. o homem cria diversos objetos de acordo com a sua necessidade. Mas como o atual cenário tecnológico pode alavancar nossos processos criativos, tornando-nos fazedores?

Estamos rodeados por tecnologia, e a forma como fazemos algo hoje na maioria das vezes é completamente diferente da qual fazíamos há cinco anos, por exemplo. A comunicação, os meios de transporte, o entretenimento, as compras, tudo isso é constantemente modificado. Mas e em nosso ambiente de trabalho? Nos acomodamos com a forma que trabalhamos há anos, ou buscamos novos processos que nos auxiliem nas rotinas do dia a dia?

O princípio básico da Cultura Maker é encontrar uma necessidade. Após isso, o maker pensa em como essa necessidade poderia ser suprida e com isso em mente, cria um projeto para que a ideia se torne prática. Mas nem sempre tudo se encaixa, e daí entra em ação uma habilidade que complementa a criatividade: a resiliência. Diversos projetos precisam ser repensados, refeitos, reiniciados do zero, para que o resultado seja o esperado. Isso significa que para ser um excelente fazedor, muitas vezes você precisa ser um excelente “re-fazedor”.

Mas e você? Tem uma necessidade real, hoje? Ela pode ser suprida por algo que você mesmo crie? Se sim, pode desenvolver este projeto? Alguém pode te auxiliar nisso? Você pode compartilhar sua ideia com outras pessoas? Se você respondeu sim a essas questões, o que está esperando? Seja um FAZEDOR!

 

Fonte: ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA CORRETORA DO FUTURO

28ª edição | ano 5 | 2019 | abr/mai/jun