O comportamento financeiro ACELERADO PELA COVID-19

Apesar de todos já saberem e de termos inclusive comentando em artigos anteriores, nunca foi tão importante ter uma reserva financeira, concorda?

Sem dúvidas essa pandemia está nos trazendo ensinamentos muito ricos, além de nos obrigar a acelerar processos que antes pareciam impossíveis. Por pensar que somos inatingíveis (que determinadas coisas só acontecem com os outros), muitas vezes tendemos a relaxar em alguns temas. Aqui quero focar no tema de ter e manter uma reserva técnica financeira.

Estamos acompanhando inúmeras discussões diárias nas mídias, citando que devemos focar na saúde em primeiro lugar, e em outras que devemos focar na economia nesse delicado momento. Mas afinal, qual deve ser o foco então? Sabe aquele comentarista de resultado que fala depois do jogo ter terminado? Comentar após o fato é sempre mais fácil. Difícil mesmo é encontrar o equilíbrio entre as medidas certas que devemos tomar agora. Encontrar a dose ideal para não ‘matar’ nem o paciente e nem a economia (economia esta, que pode também matar o paciente).

O fato é que temos que solucionar a saúde rápido para retomar a economia da mesma forma. Sem polarização. Sem certo ou errado, mas com foco no resultado e na retomada econômica, com a pandemia controlada – seja pela descoberta da vacina, seja pela medicação eficaz (ou por ambas em conjunto).

FICA NÍTIDO ENTENDER A IMPORTÂNCIA DE POSSUIR UMA BOA RESERVA, QUE SE TORNA FUNDAMENTAL POR SER UMA DAS POUCAS VARIÁVEIS QUE PODEMOS CONTROLAR

André Duarte
Diretor Financeiro da Rede Lojacorr

Diante disso, fica nítido entender a importância de possuir uma boa reserva, que, construída ao longo do tempo, se torna fundamental por ser uma das poucas variáveis que podemos controlar, principalmente diante de cenários de crise como esse. Talvez, por sofrer na pele as consequências da Covid-19, muitos agora vão acelerar esse processo e reajustar suas contas para, finalmente se manterem superavitários em suas vidas financeiras. Da mesma forma, vão provisionar seu caixa para manter uma reserva para eventualidades futuras, seja para investimentos, expansões ou para servir de amparo em momentos como esse.

O ideal seria ter, no mínimo, uma reserva para se manter por seis meses em atividades normais, sem alterar as despesas do dia a dia, lembrando que há ainda a possibilidade de cortar gastos e custos, aumentando assim a sobrevida financeira.

Em momentos de crise, o pior cenário é o efeito cascata que faz com que a economia pare de girar, gerando consequências intensas e coletivas. Empresas quebram, vem o desemprego, desespero e por aí vai. Por isso a importância de encontrar a dosagem certa para sairmos rápido e fortalecidos dessa. É nessa hora que aparecem as dicotomias da vida: egoísmo x solidariedade; medo x aceitação; fuga x ação. O mais importante é estar fortalecido financeira e mentalmente para fazer parte da solução.

Então, faz ou não sentido ter e manter uma reserva financeira?

 

 

Fonte: ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA CORRETORA DO FUTURO

31ª edição | ano 6 | 2020 | jan/fev/mar