Começa o ano de 2020! Milhares de planos, perspectivas, economia decolando, bolsa de valores subindo, taxas de juros caindo, empregos em alta…. O resto da história todos já sabemos. Fomos mundialmente apresentados ao fenômeno Covid-19, que chegou, também, para nos ensinar algumas lições, principalmente ao testar nosso poder da adaptação, depois de surgir com sua força imensa, impactando economias de países de todas as magnitudes de desenvolvimento.

Tudo que estava planejado para o longo prazo teve que ser posto em prática imediatamente. E foi nesse momento que muitos fizeram a diferença. Com atitudes positivas e assertivas, agindo em prol desse novo momento que requeria uma nova solução, afinal, quem quer um resultado diferente deve tomar atitudes diferentes, certo? O fato é que estávamos diante de uma necessidade extrema e o que demoraria anos para se desenvolver precisou de um empurrão em forma de um assustador vírus, para que a grande maioria das empresas e pessoas se adaptassem ao home office (infelizmente algumas profissões não funcionam nesse sistema).

NO QUE DIZ RESPEITO AO EMPENHO, AO COMPROMISSO,
AO ESFORÇO, À DEDICAÇÃO, NÃO EXISTE MEIO TERMO.
OU VOCÊ FAZ UMA COISA BEM FEITA OU NÃO FAZ.

AYRTON SENNA

Qualquer semelhança com a evolução do telefone fixo para o celular em nossas vidas e o home office não é mera coincidência. A dinâmica das entregas e a velocidade das respostas mudou tão rapidamente quanto foi na época em que só era possível responder estando fisicamente perto de um telefone fixo, que, por estar preso por um fio, nos limitava para os atendimentos necessários das questões laborais que se apresentavam. Com a chegada do celular, a velocidade foi atualizada e as entregas se tornaram muito mais rápidas e eficientes (como vivíamos sem isso antes?). O fato é que agora, em home office, as velocidades foram reatualizadas. Triplicamos o que já era insano, mostrando, por outro lado, que é sempre possível inovar e que sempre haverá uma forma mais eficaz (e mais econômica) de realizar as entregas. Olhando poucos meses atrás, lembramos o quanto de esforço era necessário para marcar uma simples reunião, desde a reserva de uma sala física e agenda dos envolvidos, até os investimentos em aeroporto, hotel, locomoção, refeições etc. Essa prática habitual padrão, de um processo “analógico”, nos impedia de evoluir para a eficácia (agora comprovada) das reuniões virtuais (como vivíamos sem isso antes? – de novo).

Aqui entra nosso poder de adaptação que é orientado por nossas atitudes. Atitudes de não se contentar com entregas medianas, mas sim nas entregas parciais com excelência. De errar e acertar, pois o erro honesto é muito bem visto na evolução (é a tentativa e o erro que nos conduzem à perfeição). De acreditar que é possível, pois quanto maior for a ‘medida da régua’, maior será a qualidade da entrega (parcial aceitável ou completa). Como disse o eterno Ayrton Senna: “No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem feita ou não faz.”

 

Fonte: ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA CORRETORA DO FUTURO

32ª edição | ano 6 | 2020 | abr/mai/jun