Momento de fragilidade da sociedade impulsiona prática dos criminosos e diretor da Rede Lojacorr orienta sobre os cuidados

 

Os crimes cibernéticos existem desde o início da internet e crescem com sua utilização, porém a prática tem se potencializado bastante no momento que vivemos. Segundo o diretor de Tecnologia da Rede Lojacorr, Sandro Ribeiro dos Santos, criminosos se aproveitam da instabilidade emocional e econômica por conta da pandemia para fazer com que pessoas caiam em golpes clicando em links maliciosos para roubo de informação.

“Muito além dos aspectos financeiros, o cyber crime também traz muita dor de cabeça, principalmente quando falamos da nossa identidade digital, como roubos, clonagens de celular, whatsapp, e-mails e redes sociais, ou seja, quando os aspectos passam a afetar não apenas a pessoa que perdeu os dados, mas todo o seu roll de contatos”, frisa Sandro.

Ele alerta que, em tempos de home office, devemos ficar atentos e acessar apenas fontes confiáveis de informação e plataforma/ferramentas conhecidas e recomendadas. E também dividir dicas de segurança com os demais familiares em casa que compartilham os mesmos equipamentos, além de orientar e monitorar as crianças que gostam de brincar e instalar jogos da internet, a fim de evitar softwares maliciosos. “Os criminosos sabem que os acessos a plataformas/ferramentas corporativas antes feitos apenas no escritório passaram a ser feitos em casa também, motivo pelo qual ampliam os seus interesses em golpes e roubos de informações. Por isso todos em casa estarem cientes de boas práticas é fundamental”, diz.

DIGITALIZAÇÃO E LGPD IMPULSIONAM SEGURO DE RISCOS CIBERNÉTICOS

Dionice de Almeida
Corretora da Rede Lojacorr, é uma das poucas especialistas no Brasil, e lança livro sobre o tema

O seguro de riscos cibernéticos tem crescido muito neste momento de trabalho remoto e de adap­tação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O gerenciamento de risco ciber­nético atende as demandas da LGPD e das demais apólices trabalhadas pelos correto­res. Os empresários devem estar atentos e adaptados ao novo cenário, para proteger os dados dos clientes e evitar penalidades para as empresas.

 

Dionice de Almeida, proprietária da NV Seguros Digitais (integrante da Unidade Lo­jacorr Florianópolis), e sócia da Drala Trei­namentos, é uma das poucas especialistas em seguros de riscos cibernéticos no Brasil. Corretora de seguros há 23 anos, há oito ela estuda os riscos cibernéticos. “O seguro cyber chegou para ser comercializado no Brasil em 2012, desde esta época eu atuo e pesquiso o tema”, conta. “É um seguro que considero complexo, não dá para atuar sem conhecimento. Por isso que em 2018 criei a Drala e o curso de EAD sobre o segu­ro cibernético, mas não havia interesse, os corretores não compravam. O corretor se acostumou a esperar capacitação grátis das seguradoras, mas isso mudou muito com a pandemia, eles estão se preocupando e buscando novos conhecimentos”, analisa.

 

Antes da pandemia a NV Seguros Di­gitais já se preparava para focar exclusiva­mente nos seguros cibernéticos. Segundo Dionice, depois da pandemia ficou melhor, alguns clientes que tinham resistência em contratar esse produto até então inovador já não têm mais. “O seguro cyber é um grande potencial por causa da LGPD que acabou de ser implementada no Brasil. Porém, se o judiciário está confuso com a própria lei, imagine o corretor de seguros. O seguro garante algumas questões que são exigidas na LGPD como o vazamento de dados dos titulares, que se ocasionado gera multas, sanções, e alguns outros danos à empresa, como por exemplo ficar impedida de vender, se for um comércio. O seguro tem algumas coberturas relacionadas às fun­ções da lei, e também contribuiu muito com as boas práticas do empresário. O seguro é visto como uma boa prática, uma forma que o empresário está buscando de prote­ger os dados do cliente”, alega a especialista. “Muitas vezes um negócio pode quebrar por uma falta de proteção no seguro ciber­nético”, defende.

 

Em parceria com mais dois especialistas, Dra. Ana Paula Moraes Canto de Lima, ad­vogada especialista em crime cibernético, e Eduardo Pereira, especialista em adequação da lei, Dionice escreveu o livro: “LGPD: Lei geral de proteção de dados – Sua empresa está pronta? Legislação, tecnologia e mitiga­ção de riscos”. A Rede Lojacorr irá apoiar o evento de lançamento que deve acontecer em dezembro em uma grande livraria em São Paulo, mas em outubro a publicação já está em livrarias de todo o país. “O livro é completo sobre a lei e a mitigação do risco. Apresentei o projeto para uma empresa se­gurada minha e gostou tanto que patroci­nou a publicação do livro. Escrevemos toda a obra durante a pandemia”.

 

Dionice revela que sua parte no livro é abordar engenharia social e seguros. “En­sino as empresas a se protegerem, falo de capacitação, educação dos colaboradores, a importância de seguros e de ter um especia­lista na área com o empresário. Ressalto que é ruim para o corretor que quer se aventu­rar sem conhecimento, por isso importante estudar, tem um curso disponível na univer­sidade corporativa da Lojacorr. O corretor tem que aproveitar a pandemia e o home office e ver o seguro cibernético como uma oportunidade, buscando capacitação”.

 

Fonte: ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA CORRETORA DO FUTURO

33ª edição | ano 6 | 2020 | jul/ago/set