Como anda a sua INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?

PARA O BEM OU PARA O MAL, QUANDO SÃO AS EMOÇÕES QUE DOMINAM, O INTELECTO NÃO PODE NOS CONDUZIR A LUGAR NENHUM

DANIEL GOLEMAN

Vivemos em tempos difíceis, quando o negacionismo impera. Diante disso, passamos por situações diárias em que nossa inteligência emocional é testada. Estar preparado ou não para lidar com o contraditório definirá sua saúde mental e o seu sucesso nas relações interpessoais.

Inteligência emocional é um conceito relacionado com a chamada “inteligência social”, criada pelo jornalista americano Daniel Goleman. Um indivíduo emocionalmente inteligente é aquele que consegue identificar e controlar as suas emoções com mais facilidade.

Podemos dizer também que ela nada mais é do que a forma como aprendemos a encarar nossas próprias emoções e as usamos para o nosso benefício, mas, não é só olhar para o próprio umbigo, ou, nesse caso, para a própria mente, como também olhar para o outro e os seus sentimentos.

Na correria da rotina, no entanto, essa parece uma atitude cada vez mais distante. A inteligência emocional é importante porque é a única forma possível de se viver de maneira saudável.

Com ela, você consegue equilibrar a razão e os sentimentos, a fim de neutralizar as emoções negativas e acabar com as crenças limitantes e os comportamentos prejudiciais.

Daniel Goleman elenca os cinco pilares da Inteligência Emocional (IE), a saber:

1 – Conhecer as próprias emoções
O primeiro passo é se conhecer, analisar suas emoções e as ações que você faz em resposta aos estímulos.

2 – Controlar as emoções
Tenha em mente que todos nós passamos por momentos estressantes na vida, ou nos sentimos ansiosos por algum motivo. Aprender a lidar com as emoções e controlá-las te colocará na direção certa conforme cada situação, e fará toda a diferença entre o equilíbrio e a disfunção.

3 – Automotivação
Lembre-se que pensar antes de tomar as decisões lhe trará diversos benefícios e evitará o conflito com os seus pares, bem como o arrependimento de seus atos.

4 – Empatia
Aprender a se colocar no lugar do outro, reconhecer as emoções dos outros e entender seus comportamentos nos torna mais sensíveis e abertos.

5 – Saber se relacionar interpessoalmente
Outro ponto decisivo para o sucesso é saber ter boas relações, guiando as emoções dos outros. Isso criará um ambiente positivo à sua volta, melhorando não só a sua qualidade de vida, mas também contagiando aqueles ao seu redor.

Essas são as 5 chaves da inteligência emocional. A partir delas, fica mais fácil a obtenção dos resultados que você tanto espera. E como viver sem estabelecer relações pessoais? Só se você morar em uma caverna, isolado do mundo.

Sabendo que você não é essa pessoa, vai precisar da inteligência emocional para criar vínculos e conexões com os outros. Já vimos que desenvolver a inteligência emocional tem tudo a ver com carreira e sucesso na vida profissional. Afinal, seja fora do escritório ou dentro dele, nossos sentimentos são o que nos movem.

Para avançarmos, vamos usar apenas um exemplo simples. Você recebeu um projeto muito importante e com um prazo bastante limitado. Não bastasse isso, teve alguns contratempos no meio do caminho e percebeu que ficaria difícil entregar tudo a tempo.

Sem a inteligência emocional, é bem possível que o desespero bata e tome conta das suas ações. Que bem isso poderia fazer? Uma pessoa emocionalmente inteligente é também alguém mais pronto para lidar com os desafios do dia a dia.

É claro que não basta conhecer, controlar e usar nossos sentimentos de maneira favorável para nos tornarmos vencedores, mas é por aí que o caminho inicia. Experimente adicionar empatia à fórmula e melhorar a maneira como se relaciona com aqueles que estão ao seu redor.

Lembre-se que a vida nada mais é que um compartilhamento de vivências. Se você não tem ninguém para contar o quão maravilhoso foi o seu dia, qual é a graça de ter tido essa experiência?

Por isso, nunca esqueça das suas conexões, daquelas pessoas que lhe fazem bem. Enfim, do que adianta ter um quociente de inteligência elevado se a sua inteligência emocional não está lá essas coisas? Pense nisso!

 

Fonte: ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA CORRETORA DO FUTURO

34ª edição | ano 6 | 2020 | out/nov/dez