Estabelecer vínculo é uma ação instintiva, presente na maioria dos mamíferos, começando no nascimento e perdurando por toda a vida. Segundo John Bowlby, autor da teoria do Apego, a qualidade inicial dos cuidados, exercem influencias nas relações interpessoais futuras (amizade, par romântico, profissional), podendo gerar quatro tipos de apegos: 1) Evitante, 2) Ambivalente, 3) Desorganizado, 4) Seguro. Os três primeiros geralmente são desenvolvido quando a criança convive com pessoas pouco atentas as suas necessidades, com baixa empatia, instabilidade de comportamento e muitas vezes trazendo mais estresses do que conforto. E o quarto modelo gera relações mais saudáveis, duradouras, positivas e de confiança.

Confiar, é ter coragem de ser vulnerável e saber/sentir que será cuidado pela aquela pessoa/empresa/instituição e que ela não se prevalecerá de sua necessidade, ao contrário, trará mais benefícios, prezando por uma relação de ganha-ganha. Como diz a pesquisadora Brené Brown “ficar vulnerável é um risco que temos que correr se quisermos experienciar conexão”.

Utilizando as etapas do desenvolvimento de apego na infância, as informações abaixo faz um paralelo com o desenvolvimento da confiança nas relações de trabalho.

possível estabelecer relações de confiança? Sim, inclusive ela é uma grande aliada para isso, por exemplo o uso de carro de aplicativo: 1) quando você precisa fazer um descolamento, entra no aplicativo e inclui sua rota (atenção a necessidade); 2) é compatível o que você acompanha no app com a realidade, como os minutos para chegada, o caminho, o valor da corrida, a descrição do carro e do motorista (responsividade e consistência); 3) atualmente você pode até escolher entre três opções de valores que envolvem conforto do carro, tempo e entrega de mercadoria ou até mesmo ter o serviço se você não tem como pagar naquele momento, quitando na próxima corrida (aceitar e confortar). Essa tecnologia auxilia o motorista a estabelecer uma relação de confiança com o passageiro aumentando o número de clientes que buscam o serviço. É um selo de garantia que aumenta a confiança.

Então, com ou sem tecnologia, a confiança é imprescindível para a prosperidade de todas relações. E, para finalizar esse artigo, ficam algumas reflexões:
√ você se permite ser vulnerável como quem? Aonde? Quando? Sente-se seguro na maioria das vezes?
√ Você e/ou sua empresa permite que as pessoas de sua relação possam se mostrar vulneráveis? Você emite comportamentos (descritos na tabela) que geram segurança?

Que possamos cada vez mais ter relações seguras, de confiança, nos apropriando dos benefícios da tecnologia para que os momentos desejáveis e os indesejáveis de vulnerabilidade possam ser acolhidos.

 

 

Fonte: ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA CORRETORA DO FUTURO

35ª edição | ano 7 | 2021 | jan/fev/mar