PARA CRIAR O FUTURO É IMPRESCINDÍVEL HONRAR O PASSADO, NÃO COMO UMA FORMA DE APEGO OU SAUDOSISMO, MAS COMO UM CAMINHO DE LIBERDADE E CRIATIVIDADE

Marlise Ferreira

É incrível a sensação de completude e alegria que toma conta de nós quando nos permitimos olhar pra trás, compreender a nossa história, lembrar dos caminhos que percorremos para chegar até aqui. Quando fazemos o exercício de mentalizar uma linha do tempo, trazendo todos os acontecimentos mais marcantes de nossas vidas, temos uma visão mais integrada de quem nós somos.

Cada experiência vivida nos traz emoções, sentimentos, reflexões, e tudo isso vai ampliando a nossa visão e criando um repertório vivo de práticas que ficam arquivadas em nossas memórias e coração, que podem ser acionadas cada vez que somos desafiados a solucionar novos problemas.

Uma relação saudável com o nosso passado nos ajuda a evoluir, a nos desenvolver de maneira mais consciente. Quando a relação com o passado é ainda doentia, cheia de vínculos psicológicos não resolvidos, a vida muitas vezes fica estagnada. Aprender a olhar as vivências passadas sem apego, sem mágoas ou ressentimentos é libertador.

Como diz Augusto Cury, famoso psiquiatra e escritor: “Felizes os que observam o passado para poder caminhar no futuro”. Este olhar para o passado traz mais clareza das experiências vividas, das possibilidades já testadas, dos aprendizados adquiridos, desta maneira abrimos nossos campos mentais de criatividade, intuição para planejarmos o futuro com bases mais sólidas.
Nos processos de autoconhecimento, quando vamos trazendo a lembrança dos fatos que marcaram as nossas vidas e analisamos os erros e acertos, vamos trazendo um significado novo que contribui para a autoconfiança e autorrespeito.

Importante lembrar que nunca conquistamos nada sozinhos, sempre aprendemos com quem veio antes de nós, que abriu os caminhos, é fundamental o reconhecimento e a gratidão pelo passado como uma forma de honrar a vida e os méritos de nossos antecessores. Para criar o futuro é imprescindível honrar o passado, não como uma forma de apego ou saudosismo, mas como um caminho de liberdade e criatividade.

Olhando para trás vamos juntando as peças da nossa história e ficamos mais abertos para criar novas soluções, com a consciência alerta para não cair em erros já cometidos e ampliar aprendizados já conquistados, com muito mais maturidade e autenticidade. Negar o passado, não se abrir para compreender a sua função em nossas vidas, restringe muito a capacidade de inovação. Inovar é honrar o passado, viver consciente no presente e sonhar o futuro. Felizes daqueles que sabem honrar o seu passado e se alegram com os aprendizados!

 

Fonte: ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA CORRETORA DO FUTURO

35ª edição | ano 7 | 2021 | jan/fev/mar